The LOOOOVVVEEE Doctor!


tempo de leitura: 5 minutos

Nos últimos tempos tenho cada vez estudado e prestado atenção às relações amorosas (principalmente à minha :):) ) e noto que tal como em todas as relações há padrões e pequenas dicas e truques que quando aplicados, melhoram substancialmente a qualidade das nossas interacções.

Como sinto que o tema do Amor e Relacionamentos é algo que interessa a cada vez mais pessoas que acompanham o blog, aqui vão as minhas dicas, aquilo que cada vez mais tem transformado as minhas relações e que me permitem hoje ter um companheira com quem partilho tudo, onde existe uma cumplicidade e intimidade como não imaginei ser possível...

- Digo ou não digo?
Se há algo na relação (pequeno ou grande) que está a incomodar uma das partes, ponham isso cá para fora! Falem sobre o assunto! Sem ataques ou brigas, simplesmente digam o que é, porque é que incomoda, como se sentem quando isso acontece... Aquilo que nos incomoda, não vai como por magia desaparecer e se o "tentarmos" tapar só vai crescer e crescer até se tornar insuportável! É nesse ponto que as conversas se tornam discussões e as pessoas dizem coisas que se arrependem...

- Bola de Cristal!!
Conheço inúmeras relações em que ambas as partes imaginam, inventam ou tentam simplesmente adivinhar no que a outra pessoa está a pensar, em o que é que ela acha sobre alguma coisa, em qual a necessidade dela... Sendo que todas as respostas não passam de meras alucinações que podem ou não estar correctas. Há uma técnica avançadíssima para rapidamente podermos perceber tudo isso com um enorme grau de certeza... estão preparados?? Aqui vai: PERGUNTAR!!! Uuuuuaaaauuuuuu! :):):)
Em vez de apelar à bola de cristal dentro de cada um, apelem à capacidade de perguntar e percebam mesmo o que a outra pessoa está a pensar, o que está a sentir e que necessidades tem!

- O que conta é a intenção...
Partam do principio que toda e qualquer acção ou palavra dita pela outra pessoa tem uma boa intenção... E agora avaliem o que ela fez/disse com base neste pressuposto. Se ainda assim não vos agrada, utilizem a 1ª e 2ª técnicas para esclarecer o assunto e poderem mesmo resolver... A diferença que faz este pequeno shift no focus é enorme quando falamos com o nosso companheiro/a...

É bom lembrar que uma relação é sempre algo que exige compromisso e empenho para funcionar e como é obvio o sentimento que está por trás tem de ser forte e intenso! A auto confiança é obviamente um factor de muito sucesso, pois se não confiar em mim, como vou confiar no outro?

Tal como na Natureza, nas relações o que não está a crescer, está a morrer!

E tu? O que fazes na tua relação que resulta muito bem?

4 comentários:

Catarina disse...

Exacto ! nem mais !

e não esquecer mais um detalhe...

é que os homens são de "marte" e as mulheres são de "venus"!

como poucas pessoas falam ambas as linguas, o "perguntar" torna-se de facto uma técnica, não só avançadíssima, como muitissimo eficaz.

anasonia disse...

Concordo com a Catarina... Esse livro é fantástico! Por mais que queiramos a igualdade entre os sexos, temos definitivamente maneiras diferentes de pensar e agir... As relações só crescem e sobrevivem com sinceridade, comunicação, confiança e muito amor, claro! :)

Obrigada por esta poderosa reflexão!

Bom fim de semana!

Beijinhos

Ricardo Rebelo disse...

Boas!

O tema é actual. Acho que nunca deixou de ser ;)

Uma coisa que eu reparo nos relacionamentos que correm bem (e nos que não correm) é a forma como as pessoas pensam no que passou (vulgarmente conhecido por "remoer"). Falar sobre o que gostamos e não gostamos nas atitudes dos outros pode ser uma opção quando se trata de coisas relevantes.

Por outro lado, estarmos constantemente a dizer "Gostei disto..." e "Sabes, não achei piada aquilo..." pode ser chato e doloroso. Podemos dar por nós, todos os dias, a dizer isso vezes sem conta e quando damos por ela, a relação torna-se num jogo de ténis em que as pessoas passam mais tempo a dizer educadamente o que gostam e não gostam do que a apreciar-se um ao outro!

Uma coisa que funciona muito bem é mudar a forma como pensamos no que aconteceu, especialmente se tem pouca importãncia ou se já está resolvido (convenhamos que não é por se falar de algo que isso desaparece da nossa memória, apesar de aliviar a pressão).

A minha sugestão é que as pessoas se DISSOCIEM das recordações que não gostam. Vejam o que se passou de negativo como se estivessem na terceira pessoa. Talvez até coloquem a imagem a preto e branco e desfocada. Façam uma imagem pequena e empurrem-na para longe! Vão ver que as recordações deixam de ter a carga emocional negativa que tinham e acabamos por nem sequer pensar nelas (o remoer desaparece!), apesar de tecnicamente, estarmos a ver exactamente a mesma imagem.

Podemos fazer o mesmo para intensificar as sensações ASSOCIANDO as recordações positivas e isso vai tornar a nossa visão da relação, da outra pessoa e das situações muito mais intensa. Quando pensarmos em algo positivo, que tal lembrarmo-nos disso na primeira pessoa? Fazer uma imagem nítida, grande a cores? Trazê-la para bem perto dos nossos olhos? Acrescentar recordações de outras coisas da altura, como sons e sensações? Tudo isso é um "remoer positivo" que intensifica as sensações.

Infelizmente muitas pessoas conhecem este método inconscientemente (é uma habilidade que nasce connosco, afinal) mas fazem-no ao contrário. Associam-se ao negativo e dissociam-se do positivo (quando as associações negativas deixam espaço para alguma recordação positiva, claro!).

Mas se for feito assim, tem resultados fantásticos!

Ric

Ricardo Peixe disse...

Excelente tecnica tambem Ricardo. Obrigado pelo input!