Mensagem Inspiradora 83!

Na realidade, tudo o que temos de fazer para transformar a nossa vida, é lembrarmo-nos de pensar e fazer algo um pouco diferente, todos os dias...

Simples?

Geração (à) Rasca?

Recebi este texto por email e quero saber a tua opinião...

"Um dia, isto tinha de acontecer.

Existe uma geração à rasca?

Existe mais do que uma! Certamente!

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.

Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.

Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.

Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.

Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.

Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?

Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!

Os jovens que detêm estas capacidades-característica

s não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.

Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.

Pode ser que nada/ninguém seja assim."

(autor desconhecido)

Discurso de Tomada de Ação!

Na passada quarta-feira, Aníbal Cavaco Silva, tomou posse como Presidente da República e proferiu um discurso que tem provocado as mais diversas reações. Enquanto especialista em comunicação e apaixonado por comportamento humano, apraz-me fazer os seguintes comentários que não passam, naturalmente, da minha perspectiva sobre o mesmo.
Vi no referido discurso os seguintes itens que me chamaram à atenção:
- Alguém que se colocou em causa e como parte da solução, chamando a si uma responsabilidade para neste mandato ser mais interventivo e influenciador a nível económico/social.
- Começou por referir o ponto A, a situação atual, cingindo-se quase exclusivamente a dados estatísticos, sendo que na minha opinião faltou valorizar alguns aspectos positivos.
- As responsabilidades do PR são para os interesses de todos os cidadãos e o seu cargo está desprovido de qualquer poder legislativo/executivo, servindo principalmente para assegurar que a Assembleia da República e Governo cumpre a constituição.
Dentro deste enquadramento, o PR, apresentou medidas a nível estrutural, a nível conjuntural, dando exemplos de politicas, ações municipais, etc.
- Terminou com um apelo à responsabilização, a emancipação popular, ao empreendedorismo, ao fazer sem que "esperem qualquer tipo de proteção ou de favores".
- A tónica do discurso, sermos mais nação, fazermos mais, resolvermos as questões com menos queixas e mais produtividade e soluções parece-me que pode produzir um impacto fantástico na sociedade se (e só se) for posta em prática!
A mim pessoalmente influenciou-me positivamente, pois falou de algo que acredito ser uma das chaves do sucesso:
Assumir responsabilidade, arriscar e fazer acontecer.

Mensagem Inspiradora 82!

A questão sobre fazer as coisas em grande e rápido é que, quase invariavelmente, os primeiros passos são pequenos e lentos.

O que curiosamente, para muitos, é a razão pela qual eles não os tomam...

O anel do Rei...


Um dia um poderoso rei, numa terra muito distante, mandou reunir todos os sábios do reino.
Quando compareceram perante ele os melhores mais sapientes homens e mulheres do seu reino, ele explicou que ia mandar fazer um fantástico anel com uma pedra super preciosa e que queria colocar debaixo da pedra uma frase num papel que fosse tambem uma “pérola de sabedoria” para se alguma vez se encontrasse numa situação de aflição. Aquele anel servia para assinalar imensos anos de paz e prosperidade que o reino tinha conseguido
Os sábios passaram dias a fio, discutindo qual seria a frase, sobre que tema, com que palavras, com que tipo de letra sem conseguir chegar a nenhuma conclusão, motivo pelo qual o nosso rei ficava cada dia mais frustrado com esta experiência...
Um belo dia, enquanto ele passeava na muralha do seu castelo, encontrou um velho aio que tinha tratado de si na sua juventude e por quem tinha imenso apreço. O aio vendo o nosso rei um pouco abatido e triste, questionou-o sobre qual o seu desafio e o rei, lembrando-se dos bons conselhos que o velho lhe tinha dado quando era mais pequeno, pediu-lhe que ele escrevesse a referida frase... O ancião pensou um pouco e entregou-lhe um papel, sob compromisso de o rei apenas o ver quando tivesse mesmo necessidade.
Os meses passaram e uma terrível guerra começou a ser travada com um poderoso reino vizinho... Os exércitos inimigos chegaram mesmo a cercar a capital e o rei não teve outra hipótese que não fugir para evitar ser capturado e morto. Com os cavaleiros no seu encalço, o rei entrou por uma floresta frondosa e quando deu por ela estava perante um precipício... nesse momento desmontou e escondeu-se atrás de uma vegetação alta, ouvindo os cascos a soar cada vez mais perto, o rei pensou que estaria tudo perdido e foi aí que se lembrou do seu anel. Retirando a pedra pegou no papel e leu a frase: “Tudo Passa”!
Estranhamente, ao ler a frase, o rei ficou mais e mais calmo, e apercebeu-se que os seus inimigos imaginando que ele teria ido por outro lado, começavam a afastar-se... Ele levantou-se, foi até à povoação mais próxima, reuniu um grupo de cavaleiros e um ano mais tarde, entrava na sua capital de novo, vitorioso e em glória! O povo todo o aclamava e a meio da caminho ele viu o seu bom amigo aio. Correu para ele e agradeceu-lhe profundamente pela frase que lhe tinha salvo a vida e permitido atingir toda esta glória!
O aio disse então ao rei:
-“Meu amo, leia de novo a frase...”.
Ele respondeu:
-“Velho aio, mas nós ganhamos, está tudo bem!”
-“Leia de novo a frase, senhor”, persistiu o velho.
O rei pegou no papel e leu: “Tudo Passa”!

O morango...


Um homem estava a cair num barranco e agarrou-se às raízes de uma árvore. Em cima do barranco havia um urso enorme a querer devorá-lo.
O urso rosnava, mostrava os dentes, babava de ansiedade pelo prato que tinha à sua frente. Embaixo, prontas para engolí-lo, quando caísse, estavam nada mais nada menos do que seis onças tremendamente famintas.

Ele erguia a cabeça, olhava para cima e via o urso rosnando. Quando o urso dava uma folga, ouvia o urro das onças, próximas dos seus pés. As onças embaixo querendo comê-lo e o urso em cima querendo devorá-lo.

Em determinado momento, ele olhou para o lado esquerdo e viu um morango vermelho, lindo, com aquelas escamas douradas refletindo o sol. Num esforço supremo, apoiou seu corpo, sustentado apenas pela mão direita, e, com a esquerda, pegou o morango.
Quando pôde olhá-lo melhor, ficou inebriado com sua beleza. Então, levou o morango à boca e se deliciou com o sabor doce e suculento. Foi um prazer supremo comer aquele morango tão saboroso.

Talvez se pergunte: "Mas, e o urso?".
Que se lixe o urso e coma o morango!
"E as onças?".
Azar das onças, coma o morango! Se ele não desistir, as onças ou o urso desistirão.

Grão de milho...

O grão de milho para se transformar em farinha tem de passar por uma mó e ser esmagado e para se transformar em pipoca tem de passar pelo fogo...
Se não houver dor e desafio, o milho será sempre um grão... Mas quando ele suporta e aprende a avança torna-se algo maior do que ele próprio.